Programa



- "E o que você faz?", perguntei curiosa e interessada.
- "Er... faço... programa...", ele respondeu hesitando e secamente.
- "Cool! E você programa em que?",  ingenuamente quis saber, insistindo no assunto.
- "Não... sou garoto de programa..."








Era tarde demais, eu já estava plenamente apaixonada e sendo correspondida. 

De garoto, somente a alcunha da profissão. Homem feito, maduro, grande, tatuado, bem definido, testosterona transpirando por todos os poros. Um pouco sofrido talvez, compreensível. Tudo aquilo era meu, mesmo que por alguns momentos mas mesmo que ele me jurasse amor eterno e exclusivo, quantas seriam as que estariam tocando aquele corpo moreno e viril. O coração era meu, mas o corpo quando? Pirei. Surtei.

Não quis dar ouvidos às promessas vazias feitas por cima do meu corpo mesmo quando ele olhava nos meus olhos debaixo de lágrimas.

Era uma amor fadado ao fracasso e da mesma forma que começou... terminou. 

Terminou da mesma forma que começou, mas só depois dele me amar, como nunca havia amado outra mulher antes.




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